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MagSafe nunca decolou de verdade, e o iPhone Ultra pode mudar isso

O MagSafe foi prometido como uma revolução magnética, mas virou só carregador e carteirinha. O iPhone Ultra dobrável pode ser a virada que faltava.

·3 min de leitura·3 visualizações

O MagSafe chegou em 2020 com promessa de revolucionar os acessórios do iPhone, mas cinco anos depois a tecnologia ainda gira em torno dos mesmos três produtos: cases, carregadores e carteirinhas magnéticas. Agora, com o iPhone Ultra dobrável no horizonte, a Apple tem uma chance real de fazer o que deveria ter feito desde o início.

Contexto técnico

Para quem não lembra, o MagSafe usa um anel de imãs embutido na traseira do iPhone para alinhar e fixar acessórios com precisão. Isso permite carregamento sem fio de até 15W e encaixe físico de periféricos sem precisar de pinos ou conectores.

Mas antes do MagSafe existiu o AirPower, um projeto muito mais ambicioso. A ideia era uma placa de carregamento sem fio que aceitava qualquer dispositivo Apple (iPhone, Apple Watch, AirPods) em qualquer posição e orientação. Parece mágica porque seria mesmo. O problema técnico? Calor. A quantidade de bobinas de indução sobrepostas necessárias para detectar e carregar dispositivos em posições arbitrárias gerava calor excessivo. O projeto foi cancelado publicamente, algo raro e constrangedor para a Apple.

O MagSafe surgiu como a versão "possível" do AirPower: menos ambiciosa, porém funcional. O alinhamento magnético resolveu o problema de posicionamento de forma simples, sem precisar de toda aquela infraestrutura de bobinas.

Impacto para devs

Se você desenvolve apps para iOS, o MagSafe tem relevância prática. A Apple expõe via CoreNFC e AccessorySetupKit formas de detectar e se comunicar com acessórios conectados magneticamente. Em tese, um fabricante poderia criar um acessório MagSafe com chip próprio que "conversa" com seu app.

Na prática, quase ninguém fez isso de forma criativa. O ecossistema parou no básico.

Com o iPhone Ultra dobrável, o cenário muda por um motivo de hardware: um dispositivo que dobra tem uma nova superfície disponível. A capa externa, a dobradiça e o novo form factor criam oportunidades para acessórios que simplesmente não existiam antes. Pense em algo como um módulo que se encaixa na parte de fora enquanto o celular está dobrado, funcionando quase como um segundo dispositivo.

Para devs que trabalham com acessórios Bluetooth + MagSafe, vale acompanhar a WWDC deste ano. Se a Apple abrir novas APIs para o Ultra, haverá janela para criar experiências que nenhum Android consegue replicar hoje, justamente pelo encaixe mecânico preciso que o MagSafe garante.

// Detectar acessório MagSafe via AccessorySetupKit (iOS 18+)
import AccessorySetupKit

let session = ASAccessorySession()
session.activate(on: .main) { event in
    switch event.eventType {
    case .accessoryAdded:
        print("Acessório MagSafe conectado: \(event.accessory?.displayName ?? "desconhecido")")
    default:
        break
    }
}

O código acima é uma simplificação, mas ilustra que a Apple já tem infraestrutura para detectar acessórios físicos via software. O que faltou até agora foi hardware novo o suficiente para estimular fabricantes a criar algo além de carteirinhas.

Conclusão

O MagSafe é bom, mas ficou muito abaixo do que a Apple prometeu. O problema não é técnico, é de ecossistema, ninguém criou acessórios que realmente surpreendessem. O iPhone Ultra dobrável pode ser o gatilho que falta porque um novo form factor força engenheiros e devs a pensar fora do retângulo de sempre. Se a Apple aproveitar a oportunidade e abrir APIs mais ricas para acessórios no Ultra, pode ser a primeira vez que o MagSafe chega perto do que foi prometido em 2020.

Fonte: https://www.techradar.com/phones/iphone/hear-me-out-magsafe-has-failed-to-reach-its-potential-but-the-foldable-iphone-ultra-could-revive-it-heres-how

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